O RETORNO

  Há 50 anos, realizei o documentário O DRAMA DAS SECAS, em ano de grande seca na região do semi-árido nordestino.

  Meio século depois, volto ao Nordeste para realizar O RETORNO, um filme de longa metragem, percorrendo o mesmo roteiro de viagem, numa busca do que teria mudado naquela região, castigada por secas cíclicas.

  O que encontramos, principalmente junto aos micro-agricultores, vivendo em situação de grande pobreza, foi a impressão de um imerecido e desumano castigo por parte de governos e da sociedade.

  Não tinha, com O RETORNO, uma pré-decisão de realizar um trabalho de denúncia. Na verdade, ela transparece, através da doçura e do afeto encontrados junto a um povo, até agora, desarmado de revolta.

  O filme transmite uma preocupação latente com o sério problema do clima no mundo, o que causará danos irreparáveis, sobretudo naquela região. E a preocupação maior é sobre as crianças e o seu, possível, ainda mais trágico futuro.

 

 

 

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